sexta-feira, 20 de junho de 2008
O mundo lusófono (que fala português) é avaliado hoje entre 190 e 230 milhões de pessoas. O português é a oitava língua mais falada do planeta, terceira entre as línguas ocidentais, após o inglês e o castelhano.
O português é a língua oficial em oito países de quatro continentes:
- Angola (10,9 milhões de habitantes)
- Brasil (185 milhões)
- Cabo Verde (415 mil)
- Guiné Bissau (1,4 milhão)
- Moçambique (18,8 milhões)
- Portugal (10,5 milhões)
- São Tomé e Príncipe (182 mil)
- Timor Leste (800 mil).
| | | |
| Europa | Ásia | |
|---|---|---|
| | | |
| América do Sul | África |
O português é uma das línguas oficiais da União Europeia (ex-CEE) desde 1986, quando da admissão de Portugal na instituição. Em razão dos acordos do Mercosul (Mercado Comum do Sul), do qual o Brasil faz parte, o português é ensinado como língua estrangeira nos demais países que dele participam.
Em 1996, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reune os países de língua oficial portuguesa com o propósito de aumentar a cooperação e o intercâmbio cultural entre os países membros e uniformizar e difundir a língua portuguesa.
PROBLEMAS GERAIS
|
|
VARIANTES LINGÜÍSTICAS
- Adequação vocabular
- Gíria ("panaca", "babaca")
- Gíria ("ficar")
- Gíria ("detonada")
- Gíria ("não dá para...")
- Uso de "gente" e "nós"
- Estrangeirismos
- Regionalismo
ORTOGRAFIA
- Apóstrofo
- "Embaixo" ou "em baixo" ?
- "chuchu", "viagem", "atrás"
- "g" ou "j" ?
- Palavras terminadas em "ez" ("mudez", "timidez", "embriaguez")
- Palavras terminadas em "gem"
- Plural das palavras terminadas em "x" ("tórax", "cálix")
- Trema
- Verbo querer - "quis" ou "quiz"?
- "x" ou "ch"?
- Hífen
- Acentuação
- Palavras homófonas
- Palavras parônimas
MORFOLOGIA
- Formação de palavras
- Substantivos
- Gênero (masculino ou feminino?)
- Flexão de Grau (diminutivo e aumentativo)
- Número (singular ou plural?)
- Numerais (ordinais, cardinais etc.)
- Preposição ("sob", "sobre")
- Pronomes
- Substantivos abstratos ("ciúme", "saudade")
- Verbos
- Aspecto verbal - tempo presente e tempo futuro
- Conjugação verbal
- Indicativo
- Gerúndio
- Particípio
- Subjuntivo
- Verbo "reaver" (defectivo)
- Verbos pronominais ("orgulhar-se", "apaixonar-se", etc)
SINTAXE
- Adjunto adverbial de causa ( "a gente sofre de teimoso" )
- Artigo antes de nome de cidade (" vim do Recife" ou "vim de Recife"?
- Inversão da ordem dos termos numa oração
- Colocação Pronominal
- Concordância nominal
- Concordância verbal
- Concordância com porcentagem ("40% dos eleitores preferiram ou preferiu?")
- Concordância com pronome relativo ("fui eu que fiz" ou "fui eu que fez"? ) e expressões expletivas ("nós é que fizemos")
- Verbo antes do sujeito ( "faltaram muitos alunos hoje" ou "faltou muitos alunos hoje"?)
- O verbo "fazer" ("faz vinte anos" ou "fazem vinte anos"? )
- O verbo "fazer" ("faz dez anos que eu morava lá" ou "fazia dez anos que eu morava lá"?)
- Os verbos "existir" ( "existe pessoas" ou "existem pessoas"? )
- O verbo "haver" ("haviam vários trabalhadores" ou "havia vários trabalhadores"? )
- O verbo "ser" ("sua vida sou eu" ou "sua vida é eu"?)
- Infinitivo (flexão)
- Crase
- Oração reduzida ("Precisando, telefone.")
- Pontuação - uso da vírgula (Como pontuar "irás voltarás não morrerás"? )
- Regência Verbal
- Uso das palavras "onde" e "aonde" ("esqueça aonde estou" ou "esqueça onde estou" ? )
- Pronome relativo precedido de preposição ( "a empresa que trabalho" ou "a empresa em que trabalho"? )
- Pronome relativo precedido de preposição ("na quebrada da soleira que chovia")
- O verbo esquecer ( "a cidade que eu não me esqueci" ou " a cidade de que eu não me esqueci"? )
- O verbo chegar ( "a caravana chegou em Brasília" ou "a caravana chegou a Brasília"? )
- Os verbos extorquir e exigir
- Cruzamento de regências ( "acabar com"/ "arrasar"/ "arrasar com" )
- Cruzamento de regências ( "foi levado ao hospital"/ "foi socorrido no hospital"/ "foi socorrido ao hospital" )
ESTILÍSTICA
- Aliteração
- Anáfora
- Catacrese
- Elipse
- Gêneros Poéticos - Redondilha
- Hipérbato
- Ironia
- Onomatopéia
- Paradoxo
- Pleonasmo
- Polissemia
- Silepse
- Uso do dicionário
- Etimologia
- Falsos cognatos ("to push", "to pretend")
- Vocabulário
terça-feira, 10 de junho de 2008
Crase - Exercícios
Aulas de Português - Crase - Exercícios
1. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo?
a) Minhas idéias são semelhantes às suas.
b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz
c) Dei um presente à Mariana.
d) Fizemos alusão à mesma teoria.
e) Cortou o cabelo à Gal Costa.
2. "O pobre fica ___ meditar, ___ tarde, indiferente ___ que acontece ao seu redor".
a) à - a - aquilo
b) a - a - àquilo
c) a - à - àquilo
d) à - à - aquilo
e) à - à - àquilo
3. "A casa fica ___ direita de quem sobe a rua, __- duas quadras da Avenida Central".
a) à - há
b) a - à
c) a - há
d) à - a
e) à - à
4. "O grupo obedece ___ comando de um pernambucano, radicado ___ tempos em São Paulo, e se exibe diariamente ___ hora do almoço".
a) o - à - a
b) ao - há - à
c) ao - a - a
d) o - há - a
e) o - a - a
5. "Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias".
a) à - àqueles - a - há
b) a - àqueles - a - há
c) a - aqueles - à - a
d) à - àqueles - a - a
e) a - aqueles - à - há
6. Assinale a frase gramaticalmente correta:
a) O Papa caminhava à passo firme.
b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.
c) Chegou à noite, precisamente as dez horas.
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas.
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada.
7. O Ministro informou que iria resistir _____ pressões contrárias _____ modificações relativas _____ aquisição da casa própria.
a) às - àquelas _ à
b) as - aquelas - a
c) às àquelas - a
d) às - aquelas - à
e) as - àquelas - à
8. A alusão _____ lembranças da casa materna trazia _____ tona uma vivência _____ qual já havia renunciado.
a) às - a - a
b) as - à - há
c) as - a - à
d) às - à - à
e) às - a - há
9. Use a chave ao sair ou entrar __________ 20 horas.
a) após às
b) após as
c) após das
d) após a
e) após à
10. _____ dias não se consegue chegar _____ nenhuma das localidades _____ que os socorros se destinam.
a) Há - à - a
b) A - a - a
c) À - à - a
d) Há - a - a
e) À - a - a
11. Fique _____ vontade; estou _____ seu inteiro dispor para ouvir o que tem _____ dizer.
a) a - à - a
b) à - a - a
c) à - à - a
d) à - à - à
e) a - a - a
12. No tocante _____ empresa _____ que nos propusemos _____ dois meses, nada foi possível fazer.
a) àquela - à - à
b) aquela - a - a
c) àquela - à - há
d) aquela - à - à
e) àquela - a - há
13. Chegou-se _____ conclusão de que a escola também é importante devido _____ merenda escolar que é distribuída gratuitamente _____ todas as crianças.
a) à - à - à
b) a - à - a
c) a - à - à
d) à - à - a
e) à - a - a
14. A tese _____ aderimos não é aquela _____ defendêramos no debate sobre os resultados da pesquisa.
a) a qual - que
b) a que - que
c) à que - a que
d) a que - a que
e) a qual a que
15. Em relação _____ mímica, deve-se dizer que ela exerce função paralela _____ da linguagem.
a) a - a
b) à - à
c) a - à
d) à - aquela
e) a - àquela
16. Foi _____ mais de um século que, numa reunião de escritores, se propôs a maldição do cientista que reduzira o arco-íris _____ simples matéria: era uma ameaça _____ poesia.
a) a - a - à
b) há - à - a
c) há - à - à
d) a - a - a
e) há - a - à
17. A estrela fica _____ uma distância enorme, _____ milhares de anos-luz, e não é visível _____ olho nu.
a) a - à - à
b) a - a - a
c) à - a - a
d) à - à - a
e) à - a - à
18. Estava __________ na vida, vivia _____ expensas dos amigos.
a) atoa - as
b) a toa - à
c) a tôa - às
d) à toa - às
e) à toa - as
19. Estavam _____ apenas quatro dias do início das aulas, mas ele não estava disposto _____ retomar os estudos.
a) há - à
b) a - a
c) à - a
d) há - a
e) a - à
20. Disse _____ ela que não insistisse em amar _____ quem não _____ queria.
a) a - a - a
b) a - a - à
c) à - a - a
d) à - à - à
e) a - à - à
21. Quanto _____ suas exigências, recuso-me _____ levá-las _____ sério.
a) às - à - a
b) a - a - a
c) as - à - à
d) à - a - à
e) as - a - a
22. Quanto _____ problema, estou disposto, para ser coerente __________ mesmo, _____ emprestar-lhe minha colaboração.
a) aquele - para mim - a
b) àquele - comigo - a
c) aquele - comigo - à
d) aquele - por mim - a
e) àquele - para mim - à
23. A lâmpada _____ cuja volta estavam mariposas _____ voar, emitia luz _____ grande distância.
a) a - à - à
b) à - a - à
c) a - à - a
d) a - a - a
e) à - a - a
24. Aquela candidata _____ rainha de beleza, quando foi _____ televisão, pôs-se _____ roer as unhas.
a) à - à - a
b) à - a - à
c) a - a - à
d) à - à - à
e) a - à - a
25. Eis o lema _____ sempre obedecia: ódio _____ guerra e aversão _____ injustiças.
a) à que - à - as
b) à que - à - às
c) a que - à - às
d) a que - à - as
e) a que - a - as
26. Faltou _____ todas as reuniões e recusou-se _____ obedecer _____ decisões da assembléia.
a) a - a - as
b) a - a - às
c) a - à - às
d) à - a - às
e) à - à - às
27. Expunha-se _____ uma severa punição, porque as ordens _____ quais se opunha eram rigorosas e destinavam-se _____ funcionárias daquele setor.
a) a - as - às
b) à - às - as
c) à - as - às
d) à - às - às
e) a - às - às
28. _____ alguns meses o Ministro revelou-se disposto _____ abrir _____ discussões em torno do acesso dos candidatos e dos partidos _____ televisão.
a) A - a - as - à
b) Há - a - às - a
c) A - à - às - a
d) Há - à - as - à
e) Há - a - as - à
29. _____ Igreja cabe propugnar pelos princípios éticos e morais que devem reger _____ vida das comunidades, enquanto _____ política deve visar ao bem comum.
a) A - à - à
b) À - a - a
c) À - à - a
d) À - à - à
e) A - a - a
1 C / 2 C / 3 D / 4 B / 5 B / 6 D / 7 A / 8 D / 9 B / 10 D / 11 B / 12 E / 13 D / 14 B / 15 B / 16 E / 17 B / 18 D / 19 B / 20 A / 21 B / 22 B / 23 D / 24 E / 25 C / 26 B / 27 E / 28 E / 29 B.
USO DO HÍFEN
USO DO HÍFEN
A. O hífen é usado na composição de palavras novas.
Têm sentidos diferentes:
amor perfeito # amor-perfeito
copo de leite # copo-de-leite
segunda feira # segunda-feira
sem vergonha # sem-vergonha
sempre viva # sempre-viva
Atenção:
Nem toda palavra composta é ligada por hífen.
girassol, mandachuva, malmequer, rodapé, vaivém.
B. O hífen é usado nos adjetivos compostos:
luso-brasileiro
histórico-geográfico
médico-cirúrgico
sino-japonês
C. O hífen separa os elementos sufixados:
mor
açu
guaçu
mirim
após vogal tônica ou nasal.
altar-mor
guarda-mor
maracanã-guaçu
ingá-açu
socó-mirim
Exceção:
Os nomes de cidades Manhuaçu, Manhumirim, Mojiguaçu e Mojimirim estão registrados sem hífen.
D.O hífen sempre separa dos radicais os seguintes prefixos tônicos:
| Aquém | Pró | Sem | Sota, soto | Nuper | Grão | |
| Além | Pré | Bem | Vice, vizo | Ex | Grã | |
| Recém | Pós | - | - | Co | Bel | |
| - | - | - | - | Pará | - |
| além-mar | bem-amado | co-autor |
| recém-casado | soto-ministro | pára-choque |
| pré-escola | vice-reitor | grão-duque |
| pós-graduação | vizo-rei | bel-prazer |
| sem-vergonha | ex-aluno |
Exceção:
Sr. Benvindo antropônimo), seja bem-vindo!
E.O hífen separa os prefixos dos seus radicais quando ocorrem os casos discriminados abaixo:
Auto, Contra, Extra , Infra, Intra, Neo, Proto, Pseudo, Semi, Supra, Ultra, diante de Vogal, H, R, S, usam o hífen.
Exceção:
extraordinário
F.Ante, sobre, anti, arqui, diante de h, r, s, usam o hífen.
Exceções:
antissepsica, antisséptico, sobressair, sobressaltar, sobressalto, sobressaltear, sobressalente, sobressaliente.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Gírias antigas
Gírias antigas
From Jornalismo e Linguagem
LISTA DE GÍRIAS ANTIGAS
'Bacana - Algo legal ou alguém gente boa. Pode ser também alguém esnobe, no sentido "metido a bacana" (gíria antiga mas ainda usada atualmente).
Cafundéu do Judas ou cafundó do Judas - Muito longe. Semelhante a: "Onde Judas Perdeu As Botas", "Onde O Vento Faz A Curva"
Lá pros Cafundó - Muito longe, distante.
Dindin - Dinheiro, grana. Usava-se também: "Tutú", "Prata", "Conto de Réis", "Conto", Réis" (gíria antiga mas ainda usada atualmente)
Ora bolas - Algo como "ora pois". Usado quando algo inusitado acontece.
O quinto dos infernos - Lugar muito longe. O mesmo que "Onde o Diabo Perdeu as Botas"
Tempo da onça - Algo antigo.
Patavinas - Nada. O mesmo que "Porcaria nenhuma", "Bolhufas alguma", "Nadica de nada", "Necas de Pitibiriba"
Broto - Menino(a) novo(a) ou menino(a) bonito(a).
Belezura - Algo ou alguém muito bonito. Usava-se para referir-se a uma mulher formosa.
Beleza pura - Algo muito bom de se ter ou se ver.
Toca Raul! - Expressão 'bicho grilo' usada em shows musicais nos intervalos das canções, no intuito de irritar o músico ou chamar a atenção das pessoas ao redor. O 'Raul' tem origem na pessoa de Raul Seixas, falecido cantor brasileiro psicodélico dos anos 70 e 80, visto por muitos como um maluco. É dele, inclusive, a origem musical de outra expressão que referenciava alguém que fugia dos padrões: o "Maluco Beleza".
Tirar as barbas de molho - Mover-se. Dito para alguém que está há muito tempo parado.
Botar as barbas de molho - Sossegar, parar definitivamente, aposentar-se, preparar-se para o que irá acontecer.
Dedéu - Utilizado como adjunto adverbial de intensidade em conjunto com o adjunto adverbial "bom", como na expressão: "bom pra dedéu".
Serelepe - Alguém agitado, safado, perspicaz, esperto.
Caramba! - Expressão de espanto ou surpresa, no mesmo sentido de "Poxa vida!". Usa-se também "Carácoles!" ou "Caracas!" — ainda é usada hoje em dia.
Matar cachorro a grito - Fazer algo inacreditável, aterrorizar.
É dose pra (elefante, leão ou cachorro) - Algo forte e rápido. Algo difícil e indignante de se fazer. O mesmo que "É fogo!"
Está Tinindo - Noção de intensidade. Algo como "está brilhando", "está limpinho".
Na capa da gaita - Cheio de coisas para fazer. O mesmo que "Com a corda no pescoço" e "Atolado até o S".
Estapafúrdio - Algo bizarro, esquisito.
Amigo da onça - Traidor. Pessoa ao qual se dá confiança e que, cedo ou tarde, por algum motivo de interesse pessoal, te apunhala de certa forma por trás.
Parada dura - Algo difícil de se realizar.
Está pensando que berimbau é gaita? - O mesmo que falar: "Ficou louco?"
Chorumelas - Choro desnecessário, inventado; frescura.
Fedelho - Criança, pessoa infantil, pentelho.
Arrebentar a boca do balão - Fazer escarcéu, barulho; chamar a atenção.
Passar a Batata Quente - Livrar-se de um problema, fazendo com que outro o assuma.
Batata - Algo fácil. Por exemplo: "Andar de bicicleta é batata". Também pode ser utilizada para sugerir que uma coisa "é certa". Por exemplo: "Proceda desse modo e é batata: você conseguirá o que quer!".
Será o Benedito? - O mesmo que "Será possível?"
Macacos me mordam! - Expressão de espanto diante de algo inacreditável. Bordão do personagem "Popeye".
Pela Madrugada! - O mesmo que "Pelo Amor de Deus!"
Pelas barbas do profeta! - Expressão de espanto diante de algo surpreendente, "Fim da picada". Algo inconcebível. Absurdo.
Supimpa - Algo bom, legal.
Toró - Tempestade, chuva forte. Usado na expressão: "Vai cair um toró!"
Bicho do céu - O mesmo que "Meu Deus do Céu!" ou "Macacos me Mordam!".
Fidumégua ou fidumaégua - (vulgar) "Filho de uma égua". Utilizada para xingar uma pessoa ofendendo-lhe a mãe. O mesmo que "FDP". Vocábulo de origem nordestina.
Creed en Dios Padre! - Em espanhol a frase traduz-se como "Acredite em Deus Pai", mas no Brasil é usado tal como a expressão "Meu Deus do Céu" ou "Barbaridade" diante de algo espantoso.
Patota - Turma de amigos.
Barbaridade - Expressão de espanto e inconformação, diante de algo surpreendente, parecida com "Creed en Dios Padre".
É de lascar - Situação complicada.
Sem choro e nem vela - Expressão usada como negação a um pedido ou também para incentivar ou animar alguém diante de uma situação adversa.
Tapa na macaca - Trago em cigarro de maconha.
Tapa na pantera - O mesmo que "tapa na macaca".
Zabelê? - Tudo (bem, certo, bom, jóia)? O mesmo que "Beleza?"
Duro na queda - Intransigente, que não abre mão, teimoso, difícil de tratar.
Trinques - Usado na expressão: "manter tudo nos trinques", para designar "manter tudo nos devidos conformes."
Trumbicar - Usado na expressão: "quem não se comunica se trumbica (ou instrumbica)". Significa "Dar-se muito mal".
Trombada - O mesmo que batida, ou acidente de carro.
Cambada - Gangue, grupo de pessoas mal vistas. "Trupe".
Mocorongo - (sentido vulgar) Idiota, tolo, burro, bobo, retardado.
Maloqueiro - Indigente, mendigo. Muito usado ainda no futebol para designar jogador vagabundo, cachaceiro, baladeiro, que faz corpo-mole em partidas.
Lero-lero - Conversa chata onde se perde tempo ou tenta-se enganar alguém. Expressões semelhantes: "Papo para Boi Dormir", "Papo Furado", "Conversa Fiada", "Conversa Mole".
Xispa - O mesmo que "Sai fora". Usado na expressão: "Xispa já daqui", para designar a expulsão de um lugar ou o afastemento de algo ou alguém incoveniente por perto.
Pega pra capar - Briga, cofusão, baderna. O mesmo que "Forrobodó" e "Rebú".
Tirar água do joelho - Urinar, "mijar", fazer xixi.
Mandar brasa - Continuar, ir em frente.
Ripa na chulipa - Expressão usada para estimular algo. O mesmo que "mandar brasa".
Deus nos acuda - Expressão que designa uma situação difícil ou complicada.
Benzo a Deus ou Benzadeus - Expressão usada diante de algo inacreditável. O mesmo que "Barbaridade!" e "É Brincadeira!"
Que abacaxi! - Expressão usada diante de algo complicado pra se fazer. (o abacaxi é uma fruta chata de se descascar).
Duvi-de-o-dó - Duvidar de algo.
Papo firme - Bom para conversar, "Bom da Boca", "Papo quente". Na expressão 'Garota "papo firme"' representa bonita, charmosa.
Marcar toca - Bobear, perder uma boa oportunidade. O mesmo que "Dar mole", "Vacilar".
Do fundo do baú - Diz-se de algo antigo, velho, ultrapassado, fora de moda. O mesmo que "Do arco da velha" e "Do tempo da onça".
Comer até o cu fazer bico - Expressão usada para designar alguém guloso e farto de comida.
Papo aranha - O mesmo que "lero-lero"
Comer bola - Errar sem querer, passar desapercebido de algo importante.
Chuchu beleza! - O mesmo que: Coisa boa! Legal! Bacana!
E aí, campeão! - Tipo de saudação.
Caranga - Carro esportivo, equipado.
Caixa prego - Muito longe! Usa-se na expressão: "Voce mora lá no Caixa-Prego!" Usavam-se também as expressões "Onde o Diabo perdeu as Botas", "Na Casa do Chapéu!", "Conchinchina", "Na Pequepê"
Onde fui amarrar meu bode? - Expressão usada ao se arrepender de algo feito.
Tirar o pai da forca - Expressão usada para designar alguém que está muito apressado para finalizar algo ou chegar a algum lugar. O mesmo que "Tirar a mãe da zona".
Maior brasa, mora? - O mesmo que "Show de bola, tá ligado?" nos tempos de hoje, quando se quer dizer que alguma coisa é muito boa para alguém. Expressão muito usada nos anos 60 e 70.
Nem que a vaca tussa! - Expressão usada como firme negativa, simplesmente um "Não!", usam-se também as seguintes expressões: "Nem a pau", "Necas de Pitibiriba", "Pode ir tirando o cavalinho da chuva"
Pior que bater em mãe em porta de igreja - Expressão usada para designar algo muito feio de se fazer.
Afuzel, tri, massa - Expressões usadas para designar algo legal.
Mundaréu - Muita / muito / muitas / muitos / um monte - Ex: "Eu tenho um mundaréu de coisas a fazer"
Pedra noventa - Alguém tido como "gente boa"
Firme na paçoca? - Saudação
Sebo nas canelas - Quando manda alguém ir rápido, apressar-se.
Cão chupando manga ou mais feio que cão chupando manga - Algo ou alguém muito feio. Também pode ser utilizada para expressar a dificuldade de realizar uma tarefa: "Passar no vestibular é o cão chupando manga!".
Mais faceiro que ganso em taipa de açude - Felicidade extrema.
Panga, Panguá - Vagabundo tranqueira; vagabundear.
No pó da rabiola ou estar só o pó - Cansado, sem ânimo.
Complemento verbo-nominal
Complemento verbo-nominal
anto o Complemento Nominal como o Objeto Indireto vêm precedidos de preposição obrigatória, mas a palavra que rege esta preposição é diferente nos dois casos: nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) no Complemento Nominal e verbo no Objeto Indireto.
Ex.: ofensivo à honra, contrariamente aos nossos anseios, compreensão do mundo ¹ obedecer aos princípios, precisar de auxílio
Deve-se marcar que há uma relação de regência nominal envolvendo o emprego do Complemento Nominal, que é termo regido. Muitas vezes o nome cuja significação o Complemento Nominal integra tem raiz verbal (amar o trabalho - amor ao trabalho / confiar em Deus - confiança em Deus). Quando um termo preposicionado se liga a um advérbio ou adjetivo, não há dúvida de que o termo regido é um Complemento Nominal.
No entanto, quando um termo preposicionado liga-se a um substantivo, deve-se fazer uma análise mais criteriosa. Esse substantivo deve apresentar uma transitividade em si mesmo, para ser caracterizado como CN. São casos de substantivos ditos transitivos:
substantivo abstrato de ação, correspondente a verbo cognato que seja transitivo ou que peça complementação adverbial de circunstância
Ex.: inversão da ordem - onde o verbo de "inverter a ordem" é trans. direto / obediência aos pais - onde o verbo de "obedecer aos pais" é trans. indireto / ida a Roma - onde o verbo de "ir a Roma" pede adjunto adverbial
substantivo abstrato de qualidade, derivado de adjetivo que se possa usar transitivamente
Ex.: certeza da vitória - onde se pode construir "certo da vitória" / fidelidade aos amigos - onde se pode construir "fiel aos amigos"
Observação se perderem o caráter abstrato, os substantivos deixam de reger Complemento Nominal
Regência Nominal
Ex.: Os amigos tinham necessidade de apoio. - O termo regente é o substantivo necessidade e seu termo regido é apoio.
A denominação regência verbal é aplicada quando a análise se refere ao verbo como termo regente. O exemplo ilustra isto.
Ex.: Os amigos necessitavam de apoio. - O termo regente é o verbo necessitar e seu termo regido também é apoio.
OBS: Veja que nos dois exemplos são apresentados como termo regente palavras parecidas, com o mesmo radical (necess-), mas com funções diferentes. No primeiro exemplo, a forma substantivada - um nome. Já no segundo, a forma verbal - um verbo. Espero que isto não confunda o leitor. Caso haja alguma dúvida, mande-me um e-mail, OK?
Infelizmente, não há muito o que explicar sobre regências, especificamente. Em linhas gerais, a teoria está dada. Em cada caso, de um verbo ou de um substantivo, em especial, seria necessário desenvolver uma listagem de cada caso, de cada regência, de cada aplicação. Para acabar com estas dúvidas, consulte os dicionários específicos de regência nominal e verbal. Tenho como hábito consultar os publicados por Celso Pedro Luft. Para quem é estudante, fica mais fácil ir à biblioteca e pesquisar, pois tais livros custam uma nota (mais de 80 reais cada).
Para tentar ajudar um pouco mais, veja nos links a seguir duas listas com algumas das regências mais comuns e algumas explicações. O site é bem interessante e tem bases teóricas para vários pontos de gramática.
- Regência verbal: http://www.graudez.com.br/portugues/ch07s02.html
- Regência nominal: http://www.graudez.com.br/portugues/ch07s01.html
Note que ter uma boa noçao de regência é de grande valia quando falamos sobre outro tema bastante chato na hora de escrever um texto: a crase. O uso correto das preposições que acompanham verbos e nomes é essencial para fazer o bom uso deste recurso. Pretendo colocar um texto sobre Crase neste espaço, em breve. Por enquanto, divirta-se com as regências e aguarde por novidades gramaticais futuras.
Regência Verbal
Regência Verbal
A regência estuda a relação existente entre os termos de uma oração ou entre as orações de um período.A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. Na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele.
Verbos Transitivos Diretos
Verbos Transitivos Indiretos
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Verbos Intransitivos
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS
São verbos que indicam que o sujeito pratica a ação, sofrida por outro elemento, denominado objeto direto.
Por essa razão, uma das maneiras mais fáceis de se analisar se um verbo é transitivo direto é passar a oração para a voz passiva, pois somente verbo transitivo direto admite tal transformação, além de obedecer, pagar e perdoar, que, mesmo não sendo VTD, admitem a passiva.
O objeto direto pode ser representado por um substantivo ou palavra substantivada, uma oração (oração subordinada substantiva objetiva direta) ou por um pronome oblíquo.
Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto direto são os seguintes: me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.
Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto direto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Como são pronomes oblíquos tônicos, só são usados com preposição, por isso se classificam como objeto direto preposicionado.
EU PROCURO UM GRANDE AMOR
(VTD) (OD)
Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos transitivos diretos: Há verbos que surgirão em mais de uma lista, pois têm mais de um significado e mais de uma regência.
Aspirar será VTD, quando significar sorver, absorver.
Como é bom aspirar a brisa da tarde.
Visar será VTD, quando significar mirar ou dar visto.
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.
Agradar será VTD, quando significar acariciar ou contentar.
A garotinha ficou agradando o cachorrinho por horas.
Querer será VTD, quando significar desejar, ter a intenção ou vontade de, tencionar..
Sempre quis seu bem.
Quero que me digam quem é o culpado.
Chamar será VTD, quando significar convocar.
Chamei todos os sócios, para participarem da reunião.
Implicar será VTD, quando significar fazer supor, dar a entender; produzir como conseqüência, acarretar.
Os precedentes daquele juiz implicam grande honestidade.
Suas palavras implicam denúncia contra o deputado.
Desfrutar e Usufruir são VTD sempre.
Desfrutei os bens deixados por meu pai.
Pagam o preço do progresso aqueles que menos o desfrutam.
Namorar é sempre VTD. Só se usa a preposição com, para iniciar Adjunto Adverbial de Companhia. Esse verbo possui os significados de inspirar amor a, galantear, cortejar, apaixonar, seduzir, atrair, olhar com insistência e cobiça, cobiçar.
Joanilda namorava o filho do delegado.
O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa.
Eu estava namorando este cargo há anos.
Compartilhar é sempre VTD.
Berenice compartilhou o meu sofrimento.
Esquecer e Lembrar serão VTD, quando não forem pronominais, ou seja, caso não sejam usados com pronome, não serão usados também com preposição.
Esqueci que havíamos combinado sair.
Ela não lembrou o meu nome.
VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS
São verbos que se ligam ao complemento por meio de uma preposição. O complemento é denominado OBJETO INDIRETO.
O objeto indireto pode ser representado por um substantivo, ou palavra substantivada, uma oração (oração subordinada substantiva objetiva indireta) ou por um pronome oblíquo.
Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: me, te, se, lhe, nos, vos, lhes.
Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas.
EU GOSTO DE BEIJAR
(VTI) (OI)
Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos transitivos indiretos: Há verbos que surgirão em mais de uma lista, pois têm mais de um significado e mais de uma regência.
VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS, COM A PREPOSIÇÃO. A:
Aspirar será VTI, com a prep. a, quando significar almejar, objetivar..
Aspiramos a uma vaga naquela universidade.
Visar será VTI, com a prep. a, quando significar almejar, objetivar.
Sempre visei a uma vida melhor.
Agradar será VTI, com a prep. a, quando significar ser agradável; satisfazer
. Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano todo.
Querer será VTI, com a prep. a, quando significar estimar.
Quero aos meus amigos, como aos meus irmãos.
Assistir será VTI, com a prep. a, quando significar ver ou ter direito.
Gosto de assistir aos jogos do Santos.
Assiste ao trabalhador o descanso semanal remunerado.
Custar será VTI, com a prep. a, quando significar ser difícil. Nesse caso o verbo custar terá como sujeito aquilo que é difícil, nunca a pessoa, que será objeto indireto.
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS
São os verbos que possuem os dois complementos - OBJETO DIRETO E OBJETO INDIRETO.
CHAMEI A ATENÇÃO DO MENINO, POIS ESTAVA CONVERSANDO DURANTE A AULA.
VTDI Objeto Direto Objeto indireto
Obs.: A expressão Chamar a atenção de alguém não significa repreender, e sim fazer se notado. Por exemplo: O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam.
VERBOS INTRANSITIVOS
São os verbos que não necessitam de complementação. Sozinhos, indicam a ação ou o fato.
AS MARGARIDAS MORRERAM.
REGRAS BÁSICAS
Em substantivos simples, acrescenta-se a desinência "-s" aos substantivos terminados em vogal, ditongo oral ou ditongo nasal "ãe": casa/casas, peru/perus, pai/pais, lei/leis, herói/heróis, réu/réus, troféu/troféus, fogaréu/fogaréus, degrau/degraus, grau/graus, sarau/saraus, bacalhau/ bacalhaus, maçã/maçãs, mãe/mães...
Observação :
Atente para as formas "avôs" (o avô materno e o paterno) e "avós" (casal formado por avô e avó, ou plural de avó; também indica os antepassados de um modo geral).
A maioria dos substantivos terminados em "-ão" forma o plural substituindo essa terminação por "-ões" (incluem-se nesse grupo os aumentativos): balão/balões, eleição/eleições, leão/leões, sabichão/sabichões, coração/corações, vozeirão/vozeirões...
Os paroxítonos terminados em "-ão" e alguns poucos oxítonos e monossílabos formam o plural pelo simples acréscimo de "s": sótão/sótãos, cidadão/cidadãos, chão/chãos, bênção/bênçãos, cristão/cristãos, grão/grãos, órfão/órfãos, irmão/irmãos, mão/mãos...
Alguns substantivos terminados em "-ão" formam o plural substituindo essa terminação por "-ães": alemão/alemães, capitão/capitães, pão/pães, cão/cães, charlatão/charlatães, sacristão/sacristães, capelão/capelães, escrivão/escrivães, tabelião/tabeliães...
Em alguns casos, há mais do que uma forma aceitável para esses plurais. A tendência da língua portuguesa atual do Brasil é utilizar a forma de plural em "-ões":
guardião - guardiões, guardiães;
verão - verões, verãos;
anão - anões, anãos;
cirurgião - cirurgiões, cirurgiães;
corrimão - corrimões, corrimãos;
vilão - vilões, vilãos;
ancião - anciões, anciães, anciãos;
ermitão - ermitões, ermitães, ermitãos;
faisão - faisões, faisães;
refrão - refrães, refrãos.
zangão (substantivo masculino de abelha) zangãos, zangões; que pode ser
pronunciada também de duas maneiras: zangão ou zângão (acento colocado
para mostrar a pronúncia).
Observação:
ARTESÃOS/ARTESÕES
Quando se refere ao indivíduo que tem por ofício as artes que dependem de habilidade manual, o feminino é "artesã", e o plural é "artesãos". No entanto, a palavra "artesão" também se usa em arquitetura, com o sentido de "adorno que se coloca entre molduras em abóbadas e tetos". Neste caso, o plural é "artesões". Disso se conclui que é possível dizer que "os artesões de determinada igreja foram produzidos por famosos artesãos".
Acrescenta-se a desinência "-s" aos substantivos terminados em "-m". Essa letra é substituída por "-n" na forma do plural: homem/homens, jardim/jardins, som/sons, atum/atuns...
Os substantivos terminados em "-r" e "-z" formam o plural com o acréscimo de "-es": mar/mares, açúcar/açúcares, hambúrguer/hambúrgueres, flor/flores, repórter/repórteres, revólver/revólveres; raiz/raízes, rapaz/rapazes, cruz/cruzes...
Observação:
No caso do plural das palavras "júnior", "sênior" e "caráter", além de acrescentar "es", devemos observar a mudança da posição da sílaba tônica: "juni ô res", "seni ô res", "carac té res" (devemos escrever essas palavras sem acento, mas pronunciar com a sílaba tônica nas vogais aqui acentuadas.).
Os substantivos terminados em "-s" formam o plural com acréscimo de "-es"; quando paroxítonos ou proparoxítonos, são invariáveis - o que faz com que a indicação de número passe a depender de um artigo ou outro determinante: gás/gases, obus/obuses, um lápis/dois lápis, mês/meses, o atlas/os atlas, algum ônibus/vários ônibus, país/países, o pires/os pires, o vírus/os vírus...
Os substantivos terminados em "-al", "-el", "-ol" e "-ul" formam o plural pela transformação do "-l" dessas terminações em "-is": animal/animais, canal/canais, vogal/vogais, igual/iguais, anel/anéis, pastel/pastéis, álcool/álcoois, anzol/anzóis...
Observação:
O plural de "mal" (males) e de "cônsul" (cônsules) é uma exceção à regra das palavras terminadas em "l". Já "mel" admite dois plurais: "meles" ou "méis". Os dicionários e as gramáticas afirmam que "gol" também admite dois plurais: "gois" (com o "o" fechado, como o de bois) e "goles" (com o "o" também fechado); exemplo: Ronaldinho fez três goles (ou gois) numa só partida. No entanto, a forma irregular "gols" é a que tem predominado na imprensa em geral.
Os substantivos oxítonos terminados em "-il" trocam o "-l" pelo "-s"; os paroxítonos trocam essa terminação por "-eis": barril/barris, ardil/ardis, funil/funis, fuzil/fuzis, fóssil/fósseis, projétil/projéteis, réptil/répteis, difícil/difíceis...
Além das formas paroxítonas apresentadas acima, existem as formas oxítonas "projetil" e "reptil", que fazem os plurais "projetis" e "reptis", oxítonos.
Os substantivos terminados em "-n" formam o plural pelo acréscimo de "-s" ou "-es": abdômen/abdomens ou abdômenes, gérmen/germens ou gérmenes, hífen/hifens ou hífenes, líquen/liquens ou líquenes...
No português do Brasil, há acentuada tendência para o uso das formas obtidas pelo acréscimo de "-s". Observe que, quando paroxítonas, essas formas de plural não recebem acento gráfico.
Destaque-se "cânon", cujo plural é a forma "cânones".
Os substantivos terminados em "-x" são invariáveis; a indicação de número depende da concordância com algum determinante: o tórax/os tórax, um clímax/alguns clímax, uma (ou um) xerox/duas (ou dois) xerox...
Existem alguns substantivos terminados em "-x" que apresentam formas variantes terminadas em "-ce"; nesses casos, deve-se utilizar a forma plural da variante: o cálix ou cálice/ os cálices, o códex ou códice/ os códices...
Os diminutivos com o sufixo "-zinho" (e mais raramente "-zito") fazem o plural da seguinte forma: o plural da palavra original sem o "s" + o plural do sufixo (-zinhos ou -zitos).
Exemplos:
botão + zinho (botõe + zinhos = botõezinhos)
balão + zinho (balõe + zinhos = balõezinhos)
pão + zinho (pãe + zinhos = pãezinhos)
papel + zinho (papei + zinhos = papeizinhos)
anzol + zinho (anzoi + zinhos = anzoizinhos)
colar + zinho (colare + zinhos = colarezinhos)
flor + zinha (flore + zinhas = florezinhas)
Observações:
No caso de diminutivos formados a partir de substantivos terminados em "-r", existe acentuada tendência na língua atual do Brasil para limitar-se o plural à terminação da forma derivada: colarzinho/colarzinhos, florzinha/florzinhas, mulherzinha/mulherzinhas. Essa forma de plural, no entanto, é repudiada pela norma culta.
No caso das palavras "luzinha" e "cruzinha", o sufixo para o diminutivo é "inha" (a letra "z" pertence à raiz da palavra). Não se aplica, portanto, a regra acima. Basta pôr a desinência "s": luzinhas e cruzinhas.
METAFONIA
Existem muitos substantivos cuja formação do plural não se manifesta apenas por meio de modificações morfológicas, mas também implica alteração fonológica. Nesses casos, ocorre um fenômeno chamado "metafonia", ou seja, a mudança de som entre uma forma e outra. Trata-se da alternância do timbre da vogal, que é fechado na forma do singular e aberto na forma do plural. Observe os pares abaixo:
singular (ô) - plural (ó)
aposto apostos
caroço caroços
corno cornos
corpo corpos
corvo corvos
esforço esforços
fogo fogos
imposto impostos
miolo miolos
osso ossos
poço poços
porto portos
povo povos
socorro socorros
forno fornos
jogo jogos
olho olhos
ovo ovos
porco porcos
posto postos
reforço reforços
tijolo tijolos
É importante que você atente na pronúncia culta desses plurais quando estiver utilizando a língua falada em situações formais.
PLURAL DE PALAVRAS COMPOSTAS
A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são grafados ligadamente (sem hífen) Comportam-se como os substantivos simples: aguardente/aguardentes, girassol/girassóis, pontapé/pontapés...
Nesse sentido, para fazer o plural de uma palavra composta, é preciso antes verificar em que classe gramatical ela se encaixa. Basicamente, uma palavra composta pode ser um substantivo ou um adjetivo. No caso de "pombo-correio", por exemplo, temos um substantivo composto. Afinal, "pombo-correio" é nome de algo. Se é nome, é substantivo.
O segundo passo é verificar a classe gramatical de cada elemento formador da palavra composta. No caso de "pombo-correio", tanto "pombo" quanto "correio" são substantivos. Dizem as gramáticas que, quando o segundo substantivo indica idéia de semelhança ou finalidade em relação ao primeiro, há duas possibilidades de plural: variam os dois ou varia só o primeiro. "Pombo-correio" se encaixa nesse caso. Um pombo-correio nada mais é do que "variedade de pombo que se utiliza para levar comunicações e correspondência", como diz o próprio Aurélio. O segundo substantivo ("correio") indica finalidade em relação ao primeiro ("pombo"). Deduz-se, pois, que o plural de "pombo-correio" pode ser "pombos-correio" ou "pombos-correios".
Vejamos outros exemplos de substantivos compostos que se encaixam nesse caso: "carro-bomba", "homem-bomba", "público-alvo", "samba-enredo", "caminhão-tanque", "navio-escola", "couve-flor", "banana-maçã", "saia-balão" e tantos outros de estrutura semelhante (dois substantivos, com o segundo indicando semelhança ou finalidade em relação ao primeiro). Um carro-bomba, por exemplo, é um carro feito com a finalidade específica de explodir; assim como um homem-bomba é um indivíduo (normalmente um terrorista) que amarra explosivos em seu corpo com o mesmo fim. Um público-alvo é uma determinada parcela da população. Um samba-enredo é um samba feito para contar o enredo do desfile de uma escola. Uma couve-flor é uma couve semelhante a uma flor. A saia-balão é uma saia que lembra um balão. E por aí vai.
Sendo assim, o plural de cada um desses substantivos compostos apresenta-se desta maneira:
"carros-bomba" ou "carros-bombas", "homens-bomba" ou "homens-bombas", "públicos-alvo" ou "públicos-alvos", "sambas-enredo" ou "sambas-enredos", "caminhões-tanque" ou "caminhões-tanques", "navios-escola" ou "navios-escolas", "couves-flor" ou "couves-flores", "bananas-maçã" ou "bananas-maçãs", "saias-balão" ou "saias-balões".
Convém aproveitar a ocasião para lembrar que, quando o segundo substantivo não indica semelhança ou finalidade em relação ao primeiro, só há uma possibilidade de plural: flexionam-se os dois elementos. É o que ocorre com "cirurgião-dentista", "tio-avô", "tia-avó", "tenente-coronel", "bicho-papão", "rainha-mãe", "decreto-lei" e tantos outros. Vamos ao plural: "cirurgiões-dentistas" (ou "cirurgiães-dentistas"), "tios-avôs" (ou "tios-avós"), "tias-avós", "tenentes-coronéis", "bichos-papões", "rainhas-mães", "decretos-leis".
Vejamos agora o caso de "cavalo-marinho". Trata-se de substantivo composto formado por um substantivo ("cavalo") e um adjetivo ("marinho"). Aqui não há segredo: variam os dois elementos. O plural, então, só pode ser "cavalos-marinhos".
Esse princípio pode ser aplicado em relação a todos os substantivos compostos formados por duas palavras, das quais uma seja substantivo e a outra, um adjetivo ou numeral. Encaixam-se nesse caso muitas e muitas palavras. Veja algumas: obra-prima, primeira-dama, queixo-duro, primeiro-ministro, amor-perfeito, capitão-mor, cachorro-quente, boa-vida, curta-metragem, quarta-feira, sexta-feira, bóia-fria. O plural de todos esses compostos é feito com a flexão dos dois elementos: obras-primas, primeiras-damas, queixos-duros, primeiros-ministros, amores-perfeitos, capitães-mores, cachorros-quentes, boas-vidas, curtas-metragens, quartas-feiras, sextas-feiras, bóias-frias.
Tome cuidado com o caso de compostos em que entram "grão" e "grã", como "grão-duque", "grã-fina", "grã-fino", "grã-cruz". Só varia o segundo elemento: "grão-duques", "grã-finas", "grã-finos", "grã-cruzes". Merece destaque "terra-nova" (tipo de cão), que, segundo alguns autores, faz plural excepcional: "terra-novas". Para outros, no entanto, também é possível o plural regular: "terras-novas".
Quando o substantivo composto é formado por três elementos, dos quais o segundo seja uma preposição, só se faz a flexão do primeiro. É esse o caso de mulas-sem-cabeça, pães-de-ló, quedas-d'água, pés-de-moleque, amigos-da-onça, bicos-de-papagaio, dores-de-cotovelo, estrelas-do-mar, generais-de-divisão, grãos-de-bico, joões-de-barro, pais-de-santo, pés-de-cabra, pores-do-sol...
Observação : os fora-da-lei , os fora-de-série ...são invariáveis .
Talvez esteja aí a explicação para o plural de "sem-terra" adotado por todos os órgãos da imprensa: "Sem-terra". Por quê? Porque se supõe que haja uma palavra implícita. Algo como "homem sem terra", que não é propriamente uma palavra composta, mas tem estrutura semelhante: dois substantivos ("homem" e "terra"), ligados por uma preposição ("sem"). O plural dessa expressão seria "homens sem terra", que acaba sendo reduzida para "sem-terra", com hífen, justamente porque nomeia uma categoria específica de pessoas.
O caso de "sem-vergonha" é semelhante. Algo como "pessoa sem vergonha" acaba se transformando em "sem-vergonha", com hífen. Segundo o dicionário "Aurélio" e muitos gramáticos, o plural é "sem-vergonha" mesmo. Alguns discordam e propõem "os sem-vergonhas" e "os sem-terras". O argumento é que se deve proceder com "sem-terra" como se procede com "contra-ataque", cujo plural é "contra-ataques". Ocorre que esse "contra" não é a preposição, mas o elemento de composição, ou prefixo, como o define Caldas Aulete. Os casos de "contra-ataque" e de "sem-terra", na verdade, são distintos.
Se a palavra composta for constituída de um verbo e um substantivo, somente o substantivo irá para o plural: arranha-céus, bate-papos, bate-bocas, bate-bolas, caça-talentos, guarda-chuvas, lança-perfumes, lava-pés, mata-borrões, pára-brisas, pára-choques, pára-lamas, porta-bandeiras, porta-vozes, quebra-cabeças, quebra-molas, salva-vidas, vira-latas...
Observação :
Em guarda-civil , guarda é substantivo e civil é adjetivo. Os dois vão para o plural: guardas-civis , guardas-noturnos, guardas-florestais...
Já em guarda-chuva , guarda é verbo e chuva é substantivo. Só o substantivo vai para o plural: guarda-chuvas , guarda-sóis, guarda-louças, guarda-roupas, guarda-costas...
Se a palavra composta for constituída de dois ou mais adjetivos, somente o último adjetivo irá para o plural: consultórios médico-cirúrgicos ; candidatos social-democratas ; atividades técnico-científicas ; problemas político-econômicos ; questões luso-brasileiras ; camisas rubro-negras ; cabelos castanho-escuros ; olhos verde-claros ...
Observação :
Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis quando o segundo elemento é um substantivo: verde-garrafa, verde-mar, verde-musgo, verde-oliva, azul-céu, azul-piscina, amarelo-ouro, rosa-choque, vermelho-sangue...
Compare:
Olhos verde-claros = cor + adjetivo (claro ou escuro)
Calças verde-garrafa = cor + substantivo
Também são invariáveis: azul-celeste e azul-marinho .
O termo "infravermelho" varia porque o adjetivo "vermelho" varia: "carro vermelho / carros vermelhos; calça vermelha / calças vermelhas; raio infravermelho / raios infravermelhos.
Já "ultravioleta" não varia, porque, como substantivo adjetivado, "violeta" também não varia: vaso violeta / vasos violeta; camisa violeta / camisas violeta; raio ultravioleta / raios ultravioleta.
Quando se indica a cor com a expressão "cor de", clara ou subentendida, não se faz a flexão do qualificador: "paredes (cor de) gelo", "camisas (cor de) creme", "blusas (cor de) vinho", "vasos (cor de) violeta". Quando substantivo, "violeta" é palavra variável: "Há belas violetas no jardim".
Se o primeiro elemento for advérbio, preposição ou prefixo, somente o segundo elemento irá para o plural: abaixo-assinados, alto-falantes, ante-salas, anti-semitas, auto-retratos, bel-prazeres, contra-ataques, recém-nascidos, super-homens, todo-poderosos, vice-campeões...
Se a palavra composta for constituída por advérbio + pronome + verbo, somente o último elemento varia: bem-me-queres, bem-te-vis, não-me-toques...
Se a palavra composta for constituída pela repetição das palavras (onomatopéias = reprodução dos sons), o segundo elemento irá para o plural: bangue-bangues, pingue-pongues, reco-recos, teco-tecos, tique-taques, zigue-zagues...
Casos Excepcionais
Os arco-íris, as ave-marias, os banhos-maria, os joões-ninguém, os louva-a-deus, os lugar-tenentes, os mapas-múndi, os padre-nossos, as salve-rainhas, os surdos-mudos, os surdos-cegos...
São invariáveis :
- compostos de verbo + palavra invariável: os bota-fora, os cola-tudo, os topa-tudo...
- compostos de verbos de sentido oposto: os entra-e-sai, os leva-e-traz, os perde-ganha, os sobe-e-desce, os vai-volta...
- expressões substantivadas: os bumba-meu-boi, os chove-não-molha, os disse-me-disse...
Os estudiosos das coisas indígenas afirmam que os nomes das nações indígenas não apresentam plural na sua forma original. Deveríamos dizer os tupi, os goitacá, os pataxó, os caeté.
Há, entretanto, aqueles que defendem o aportuguesamento e conseqüente respeito às nossas regras gramaticais.
EXTRA
A forma reduzida "extra" vem do adjetivo "extraordinário". Como "extra" significa "fora de", "extraordinário" significa "fora do ordinário", ou seja, fora do que é comum, normal, ordinário. Por ser grande, a palavra "extraordinário" não fugiu de um processo lingüístico implacável: a redução. Com isso, o prefixo passou a ter também o sentido do adjetivo. Nesse caso, sua flexão é normal, como a de um adjetivo qualquer: "hora extra", "horas extras".
Em tempo: quando usado como prefixo, nada de flexioná-lo. O plural de "extra-oficial" é "extra-oficiais"; o de "extra-sístole" é "extra-sístoles".
SIGLAS
Embora não existam regras rígidas para o plural de siglas, é usual e perfeitamente aceitável o uso do "s": CDs, CEPs, IPVAs, IPTUs, Ufirs...
Cuidado, porém, quanto ao mau uso do apóstrofo. O apóstrofo, em português, é para indicar a omissão de fonema/letra: copo de água = copo d'água; galinha de Angola = galinha d'Angola. Não se justifica, portanto, o uso do apóstrofo para indicar o acréscimo da desinência "s" para indicar o plural.
REVÉS
"Reveses", com "s", é o plural de "revés", sinônimo de "insucesso", "derrota". Já "revezes" é a forma da segunda pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo "revezar", que se escreve com "z" porque é da mesma família de "vez". "Revezar" é produto de "re + vez + ar" e significa "substituir alternadamente": "Quero que tu te revezes com o Fernando na prova de natação."
AS CORES LILÁS E GRIS
Apesar da palavra "lilás" ser um substantivo (uma flor), ela empresta a tonalidade de sua cor para virar adjetivo que, pela regra geral, não iria para o plural, como em certos adjetivos compostos, onde o segundo elemento é um substantivo: "calças azul piscina", " vestidos amarelo- -limão". No entanto, muitos dicionários dão como plural de lilás a forma "lilases". O mais interessante é que lilás pode ser também o plural de "lilá". Assim, podemos ter as seguintes combinações: no singular, "camisa lilá", "camisa lilás"; e no plural, "camisas lilás" e "camisas lilases".
Assim também acontece com "gris" que, a princípio, é um animal (substantivo) que empresta a tonalidade da cor de seu pêlo (azul-acinzentado) para se tornar um adjetivo. Dessa forma, "gris" pode ser singular ou plural, tendo também a forma "grises" como um segundo plural. Exemplo: "...e tudo nascerá mais belo, o verde faz do azul com o amarelo o elo com todas as cores para enfeitar amores gris (ou grises)" - verso da música NENHUM DIA, de Djavan.
FAX
O plural de fax não sofre alteração: um fax, dez fax. Lembrando que fax é a redução de "fac-símile", expressão de origem latina.
ESPÉCIMEN
Além do plural "espécimens", a palavra espécimen possui a forma "especímenes".
Cuidado, entretanto, com a pronúncia dessas palavras. São todas proparoxítonas (a sílaba tônica é a antepenúltima) e conseqüentemente acentuadas, o que certamente ajuda a pronunciá-las corretamente.